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Artigos


A atitude filosófica exige uma traição ao cotidiano
O espelho nos devolve um rosto que aceitamos com a naturalidade de quem confere as horas. Ajustamos o colarinho, checamos se o cabelo obedece ao pente e, em segundos, damos as costas ao vidro para enfrentar o mundo. Esse é o império do bom senso: o espelho é apenas um utensílio funcional, um confirmador de aparências que serve para que não saiamos à rua com uma mancha de café na camisa.
A atitude filosófica exige, contudo, uma traição ao cotidiano.
Vitor Lima


A fenomenologia de uma xícara de café expresso
O ritual é quase sagrado. Após o almoço, o ruído da máquina de expresso anuncia a chegada de um líquido denso, acompanhado de um quadrado negro e austero de chocolate 85%. Ali, naquele pequeno pires, reside um mistério que a ciência descreve como Química, mas que a Filosofia prefere tratar como o portal de entrada para a realidade: o conhecimento sensível.
Vitor Lima


Somos o próprio espanto do universo se olhando no espelho
O quarto está na penumbra, o hálito de uma criança pequena é o único metrônomo do silêncio e eu, segurando um livro ou apenas resgatando memórias, conto uma história para que o meu filho, Ulisses, possa finalmente fechar os olhos. Há algo de profundamente arcaico nesse gesto. O que há aqui, nesta cena, que é irredutivelmente humano? O que faz de Ulisses, de mim e deste instante algo que não poderia ser outra coisa?
Vitor Lima
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